terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Eu como “crente” sou insuportável

apples

Seja D1F3R3NT3 e não seje indiferente. 

Eu não rejeito seu Cristo. Eu amo seu Cristo. Apenas creio que muitos de vocês cristãos são bem diferentes do vosso Cristo. Gandhi de uma forma sincera não convivendo com os mesmos cristãos que nós convivemos hoje nesse tempo moderno onde blogs, twitters, sites se transformaram em verdadeiras plataformas para que isso aconteça cada vez mais.

Nos últimos dias tenho visto alguns comentários em alguns textos que me deixaram pensativo que se eu não fosse Cristão seguidor de Cristo e tivesse querendo conhecer Cristo eu jamais gostaria de me relacionar com qualquer Cristão pelo simples fatos da grande maioria ser insuportável, donos da verdade, donos do que é certo ou o que é errado, donos das chaves que abrem ou fecham o céus, sempre prontos a te enviar para o inferno ao invés de ajudar você se levantar de um tombo ou sempre pronto a dizer o que é realmente verdade ou mentira quando você tem uma simples pergunta. Com uma arrogância suprema eles sussurram ao te jogar cada vez mais no abismo.

Será que Jesus realmente se preocupa com que musica você está escutando ou se eu escutar uma musica “do mundo” eu serei condenado por ele para ir para o inferno? Será mesmo? Será que Jesus se preocupa se um músico “do mundo” da uma entrevista dizendo que ele é um verdadeiro Crente? Será que Jesus vai cobrar dele o que ele fez na noite do show anterior? Será que Jesus vai jogar na cara dele que ele não pode tocar com tal artista porque aquele tal artista não é “crente” como ele.

Eu não consigo imaginar isso. Mas eu consigo imaginar os “cristãos” que olham para tudo isso e não conseguem compreender o final do contexto de Jesus em Mateus 15:11 quando ele diz que “Não é o que entra pela boca o que contamina o homem, mas o que sai da boca, isto, sim, contamina o homem”. Entendo perfeitamente que quando um “cristão” critica alguém por escutar musica do mundo, entendo quando um musico do mundo dizer que ele é tão seguidor de Jesus quanto esses “cristãos” e os “cristãos” que vão a igreja no domingo e não fazem mais nada do que isso ficam louco por tal declaração eu entendo esses “cristãos” que se preocupam mais do “aparência de santos, do que fazer a diferença no mundo”.

Aparência para esses “cristãos” é tudo.

“Você está escutando musica que não é do senhor?”
“Você acha mesmo que aquele cara é cristão?”
“Como você pode ter certeza que Jesus não era gospel?”
“Nunca que essa banda é cristã. Impossivel, eles não tem frutos”
“Eu nunca vou ler esse livro, ele é um livro que mostra que o diabo criou tal coisa”

Se for relacionado a música, só existe um tipo de música, a boa e a ruim. Nós cristãos que exercemos nossa fé no Brasil somos defasados em pelo menos uns 200 anos. Porque nossa historia teológica é ruim ao extremo. Achamos primeiramente que o diabo tem poder de criar ou fazer alguma coisa. Exemplo? conversando com um amigo que mora em NY ele me disse que participou de um batismo de uma igreja que se reuni em um Starbucks e no começo do ano ele batizou 20 pessoas dessa comunidade, e o engraçado é que nessa comunidade se batizaram alguns católicos, alguns espíritas, budistas, porque eles já passaram por esses problemas de relacionamento com essas outras religiões a uns milhões de anos atrás. Musica nem se fala então, eles não perdem mais tempo se X banda é cristã ou se Z musico é gospel, só existe duas coisas, bandas boas ou músicos ruins.

Aqui no Brasil? Estamos ainda vivendo e perdendo tempo com essa porcaria de discussão que sinceramente não vai levar a nenhum lugar.

O Sandro Baggio escreveu um lance muito interessante

A música foi criada por Deus e já existia mesmo antes de haver o homem. No livro de Jó, o mais antigo das Escrituras, lemos que quando Deus lançava os fundamentos da terra, as estrelas da alva cantavam e todos os filhos de Deus rejubilavam (Jó 38.1,7). Se compararmos esta passagem com Isaías 14.12 onde Lúcifer é chamado de estrela da manhã e filho da alva, podemos entender que, mesmo antes da criação do universo, havia no céu uma hoste angelical separada para cantar louvores ao Eterno Deus, da qual Lúcifer parece ter sido o regente (Ez 28.12-15). Então porque caspita achamos que Lúcifer pode criar alguma coisa?

O homem como criatura de Deus, recebeu a música como um dom divino. Mesmo os povos mais primitivos são dotados de musicalidade. Não existe nem um povo que não tenha sua própria música, assim como não existe ninguém que não aprecie algum tipo de música. Vivemos em um universo musical onde, desde que nascemos, somos envolvidos pela música e aprendemos a apreciá-la.

Se Jesus estivesse aqui hoje? Será que ele entraria em sua igreja? Ou ele iria num show de musica boa falar sobre a importancia dessas pessoas nos amar? Vamos para os próximos problemas ou vamos brincar apenas?

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domingo, 31 de janeiro de 2010

Jasiel botelho #humornaofazmal

evolução-do-homem Essa tambem é uma realidade minha.

Depois de muito tempo navegar na Net e achar muita coisa que não me acrescentou em nada eis que acho um blog muito criativo que confesso estranhei um pouco no começo,mais depois de uma fuçadinha basica no mesmo, Josiel Botelho ganhou mais um seguidor em seu blog super bem humorado. Confira uma das charges das quais eu gostei bastante.

Google-cópia Do jeito em que as coisas estão,tudo informatizado.

seguidores-de-jesusPor essa Pedro não esperava. 

motivacao-igreja-estimulos2 Agora não falta motivos para ir ao culto de Jovens.

sao pedro em sao paulo Enquanto isso em São Paulo

LULA-O-FILHO Essa eu chorei de rir.

unibam Sim gente.Assim fica uma advogada formada na #Unibam

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sábado, 30 de janeiro de 2010

Era uma Igreja muito engraçada

comunhão ..não tinha teto, não tinha nada.

Essa noite, eu tive um sonho de sonhador, sonhei com uma igreja esquisita. Ela não tinha muros, piso, púlpito, bancos ou aparelhagem de som. A igreja era só as pessoas. E as pessoas não tinham títulos ou cargos, ninguém era chamado de líder, pois a igreja tinha só um líder, o Messias. Ninguém era chamado de mestre, pois todos eram membros da mesma família e tinham só um Mestre. Tampouco alguém era chamado de pastor, apóstolo, bispo, diácono ou Irmão. Todos eram conhecidos pelos nomes, Maria, Pedro, Afonso, Julia, Ricardo...

Todos os que criam pensavam e sentiam do mesmo modo. Não que não houvesse ênfases diferentes, pois Paulo dizia: “Vocês são salvos por meio da fé. Isso não vem das obras, para que ninguém se glorie”, enquanto Tiago dizia: “A pessoa é aceita por Deus por meio das suas obras e não somente pela fé”. Mas, mesmo assim, havia amor, entendimento e compreensão entre as pessoas e suas muitas ênfases.

Não havia teólogos nem cursos bíblicos, nem era necessário que ninguém ensinasse, pois o Espírito ensinava a todos e cada um compartilhava o que aprendia com o restante. E foi dessa forma que o Agenor, advogado, aprendeu mais sobre amor e perdão com Dinorá, faxineira.

Não havia gente rica em meio a igreja, pois ninguém possuía nada. Todos repartiam uns com os outros as coisas que estavam em seu poder de acordo com os recursos e necessidades de cada um. Assim, César que era empresário, não gastava consigo e com sua família mais do que Coutinho, ajudante de pedreiro. Assim todos viviam, trabalhavam e cresciam, estando constantemente ligados pelo vínculo do amor, que era o maior valor que tinham entre eles.

Quando eu perguntei sobre o horário de culto, Marcelo não soube me responder e disse que o culto não começava nem acabava. Deus era constantemente cultuado nas vidas de cada membro da igreja. Mas ele me disse que a igreja normalmente se reunia esporadicamente, pelo menos uma vez por semana em que a maioria podia estar presente. Normalmente era um churrasco feito no sítio do Horácio e da Paula, mas no sábado em que eu participei, foi uma macarronada com frango na casa da Filomena. As pessoas iam chegando e todos comiam e bebiam o suficiente.

Depois de todos satisfeitos, Paulo, bem desafinado, começou a cantar uma canção. Era um samba que falava de sua alegria de estar vivo e de sua gratidão a Deus. Maurício acompanhou no cavaquinho e todos cantaram juntos. Afonso quis orar agradecendo a Deus e orou. Patrícia e Bela compartilharam suas interpretações sobre um trecho do evangelho que estavam lendo juntas. Depois foi a vez de Sueli puxar uma canção. Era um bolero triste, falando das saudades que sentia do marido que havia falecido há pouco tempo. Todos cantaram e choraram com ela. Dessa vez foi Tiago que orou. Outras canções, orações, hinos e palavras foram ditas e todas para edificação da igreja.

Quando o sol estava se pondo, Filomena trouxe um enorme pão italiano e um tonelzinho com um vinho que a família dela produzia. O ápice da reunião havia chegado, pela primeira vez o silêncio tomou conta do lugar. Todos partiram o pão, encheram os copos de vinho e os olhos de lágrimas. Alguns abraçados, outros encurvados, todos beberam e comeram em memória de Cristo.

Acordei com um padre da Inquisição batendo à minha porta. Junto dele estavam pastores, bispos, policiais, presidentes, ditadores, homens ricos e um mandado de busca. Disseram que houvera uma denúncia e que havia indícios de que eu era parte de um complô anarquista para acabar com a religião. Acusaram-me de freqüentar uma igreja sem líderes, doutrina ou hierarquia; me ameaçaram e falaram: “Ninguém vai nos derrubar!”. Expliquei: “Vocês estão enganados, não fui a lugar nenhum, não encontrei ninguém ou participei de nada... aquela é apenas a igreja dos meus sonhos”.

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